Inclusão no mapa do semiárido beneficia Araioses com recursos federais

Os municípios de Timon e Araioses foram reconhecidos como parte do semiárido brasileiro. A inclusão das cidades maranhenses, comunicada pelo Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Condel-Sudene), que é ligada ao Ministério da Integração Nacional, atende a pedido do governador Flávio Dino.

Com a nova delimitação, Timon e Araioses passam a fazer parte de um grupo de cidades brasileiras com acesso à fundos de financiamento diferenciados e programas de combate à extrema pobreza, tais como o Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) e o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Ao requerer a inclusão das cidades na nova delimitação do semiárido, Flávio Dino destacou a necessidade de apoio à população que vive em regiões com condições climáticas desfavoráveis: “A inserção do Maranhão na região semiárida é fundamental para que os municípios, que há anos são penalizados por sobreviverem sob difíceis condições climáticas com interferências diretas sobre sua capacidade produtiva, possam usufruir das políticas diferenciadas para este tipo de bioma”.

O governador acrescentou a importância da conquista para Araioses e Timon, do ponto de vista do desenvolvimento regional: “Essa inclusão permitirá mudanças consideráveis na capacidade de geração de trabalho e renda, contribuindo para a transformação do estado de pobreza e desigualdade dessa região”.

Uma luta histórica

A inclusão do Maranhão no mapa do semiárido marca a conquista de uma luta iniciada nos governos José Reinaldo Tavares e Jackson Lago, com realização de estudos para a delimitação de regiões do Estado e tratativas junto ao Governo Federal. Com a inserção das cidades de Timon e Araioses, outros municípios podem ser classificados na condição de semiárido em 2020, quando o Condel-Sudene fará nova revisão de municípios que integram a região.

Semiárido

O ecossistema do semiárido é marcado pela baixa umidade e pouco volume pluviométrico, apresentando precipitação de chuvas com média entre 200 a 400 milímetros. O baixo índice de chuvas resulta em uma cobertura vegetal, fauna nativa e solos que caracterizam essa região como “terras secas”. Além do Nordeste, alguns municípios de Minas Gerais apresentam essas características.