Chegada de Escola Digna em povoado do Mais IDH “vai mudar tudo” no ensino, diz professora


Governo constrói Escola Digna no povoado Santa Maria, em Satubinha. (Foto: Carlos Pereira)


As ações do Plano Mais IDH, lançado pelo governador Flávio Dino nos primeiros dias de gestão, têm como principal objetivo elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das trinta cidades maranhenses incluídas no projeto.

As medidas do Programa Escola Digna prevê a construção de 300 escolas de alvenaria em substituição às estruturas improvisadas de taipa, palha, galpões ou outros estabelecimentos considerados inadequados pelo Ministério da Educação. A previsão é que até o final de 2018 todas as 300 estejam prontas e em uso pelos estudantes maranhenses. Neste sábado o Dia D Mais IDH vai ocorrer em 13 cidades e duas Escolas Dignas serão entregues nos municípios de Fernando Falcão e em Belágua.

Em Fernando Falcão, no povoado Bacabal, a Escola Municipal de Educação Básica Boa Esperança será entregue a comunidade escolar que há muito tempo aguardava por esta obra. Em Belágua, o povoado Sagrado Coração vai receber a Escola Municipal Raimundo Nonato Bezerra da Silva.

Umas das cidades que também receberá duas Escolas Digna é Satubinha. As unidades ficam em Boa Esperança, Santa Maria e Sapucaia, que têm obras em execução. Uma delas fica no Assentamento Extrativista Santa Maria, distante a um quilômetro da sede do município e onde pais e professores acompanharam a construção da nova escola de perto. A entrega deve ser feita nas próximas semanas.

“Sempre ia lá olhar a obra, saber se estava andando bem, imaginando como seria quando estivesse pronta. O Governador olhou para nós, para os nossos filhos e sou muito grata por isso”, diz Rosa Maria, moradora que tem três filhos em idade escolar.

Dois deles estudam na Escola Municipal Professora Carmelita Queiroz, que funciona de forma improvisada em uma casa doada depois que a antiga casa de taipa na qual estava abrigada ameaçou cair com as fortes chuvas do último inverno.

Maria das Dores Cesar Quirino é professora de Língua Portuguesa na unidade e conta que a mudança não será só de estrutura. “Vai mudar tudo porque a gente trabalha em uma estrutura muito fraca, as crianças não têm espaço e temos que improvisar a separação de turmas para que eles não fiquem sem aulas. A nova escola, como o nome diz, trará dignidade para alunos e professores”, diz a professora.


Escola improvisada funciona para que alunos não sejam prejudicados. (Foto: Carlos Pereira)